sexta-feira, junho 28, 2013

rabiscos - parte II

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E ainda assim, ele tem o poder de me levar à loucura. Mesmo sendo, também, o motivo da minha sanidade.
                                                                  
*

E não sai da minha cabeça aquele sonho, aquela sensação, de que tudo estava perfeito e não havia nada a ser feito além de ser feliz.

*

Eu to pedindo a tua mão, to pedindo pra me levar pra qualquer lugar que tenha sol, mar e música pra gente dançar.

*

Eu amei você da melhor forma que poderia. Meu coração se abriu para te receber com balões coloridos, chapéus de festa e música animada, mas você não soube como lidar com tudo isso. E de alguma forma não foi o suficiente e agora você se foi e eu não sei o que fazer.

*

Eu quero acreditar que há alguém lá fora, alguém que está só esperando pra trazer significado pra minha vida, paz pro meu coração, e um sorriso pro meu rosto.

*

Sabe aquela roupa nova que você comprou e ainda não teve chance de estrear? Veste. Agora. Veste ela e coloca aquele seu sapato de salto maravilhoso e sai! Sai pra vida que a vida não te espera...

*

Pega minha mão e vamos até lá, onde céu e mar se encontram e nós somos feitos um pro outro.

*

No dia em que o amor me encontrou, o meu cabelo tava feio e eu tinha esquecido de arrumar as unhas. Tava com preguiça de ir trabalhar e não queria muita conversa, mas não é a gente que decide quando as coisas vão acontecer, certo? Pois é. E mesmo o meu esmalte estando lascado, o meu cabelo frizzado, a preguiça e o mau humor dominando, você me olhou de um jeito que parecia que eu era uma princesa. E eu meio que me senti uma princesa, mesmo. E me sinto assim até hoje.

sexta-feira, maio 17, 2013

rabiscos

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"Vem que eu vou dizer sim,
vem que eu vou acolher,
vou rir, vou chorar,
vou fazer tudo por você.
Vem sem medo, porque em mim dá
pra confiar."

*

"Eu quero me perder por aí.
Pra quem sabe,
talvez,
me achar."

*

"Estou apaixonada por quem
você é, mas você
não faz ideia de quem
eu sou."

*

"E aí você
chegou e
me derrubou
de uma vez
só.
Ah, que doce queda..."

*

"He’s made you cry so many times before. And now, once again, the tears are staining your makeup. He hadn’t come home since your last and biggest fight of all, on the night before, and you find yourself walking around the empty house, wondering whether you should wait for him or just leave. Leave everything behind, have a fresh start somewhere else. Wouldn’t that be easy?
Just… letting go.
But just as you make up your own mind, the sound of the door opening and right afterward closing makes your heart skip a beat. You know it’s him and when he enters the living room where you are and your eyes lock with his bright blue ones, they take your breath away and you realize that you can’t leave. No matter how many times he comes home smelling like too many shots of vodka, no matter how many times you argue or he does something stupid. You are his, and you can’t live without looking into his eyes."

*

"E você nem sabe que
Eu olho pra você,
eu presto atenção, eu
adoro a sua voz,
o seu sotaque,
o seu sorriso.
E você nem sabe..."

*

"Mas é que às vezes
dá aquele aperto
no peito, aquele
nó na garganta.
A gente quer ser
amada, e não sabe o
que está fazendo
de errado."

*

"E do nada eu
to chorando, to
me perguntando
se tem mesmo
alguém por aí que
vai gostar de mim."

quinta-feira, abril 25, 2013

orgulho

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Já perdi a conta de quantos cenários, quantos diálogos montei em minha mente. Perdi a conta de quantas vezes imaginei sobre o que a gente ia falar, sobre tudo que você me contaria e que eu contaria a você. Mas existe aquela coisinha irritante chamada orgulho e aí a gente fica nessa de "vou esperar você vir falar comigo" porque, vamos ser sinceros, nenhum de nós quer dar o braço a torcer e dizer aquele "Oi" que tá preso na garganta. E acredite, não é por nada não, mas eu estou esperando que você dê o primeiro passo. Estou cansada, cansada de tentar, de falar, de correr atrás. Chegou a minha vez de ter alguém batalhando por mim. Eu quero que você venha puxar conversa, que diga babaquices pra me fazer rir. Eu preciso disso. Preciso sentir, pelo menos uma vez, que tem alguém querendo a minha atenção. Então engole esse orgulho e fala comigo, vai.

quinta-feira, abril 18, 2013

carta pra você

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Tenho problemas demais pra começar uma lista aqui, mas eu só queria te dizer que também tenho muita coisa boa. Sério. Sei que às vezes posso parecer meio louca, meio fechada, sei lá. Mas eu prometo que isso é só coisa de momento. Assim que você me conhecer de verdade, que eu te deixar passar por todas as barreiras que acabo construindo inconscientemente, você não vai se arrepender. Mesmo. Não desiste de mim, por favor. Tenho esperado por alguém como você há muito tempo e agora que você finalmente chegou, eu não sei como reagiria a te perder. Só Deus sabe o quanto eu preciso de amor, de amar. Então não vai embora, tá? Eu juro que sou diferente do que você vê agora. Só preciso de tempo pra provar isso.

sexta-feira, abril 05, 2013

recomeço

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Era como se uma parte dela que estava adormecida há tempo demais finalmente retornava à vida. Parecia que o ar invadia seus pulmões após tempo demais segurando a respiração. Doía de tão bom, de tão repentino, chegava a ser assustador. Mas era um medo que ela sabia que podia enfrentar. As cores eram mais vivas, os sons, mais intensos. Mas nada se comparava à sensação que surgia em seu peito quando ele estava ali. Um calor, uma palpitação. Ela não fazia ideia do que estava acontecendo consigo mesma, mas agarrou-se àquela sensação com todas as forças, como se dependesse daquilo para sobreviver. E talvez dependesse. Apesar de saber que aquilo poderia não durar, ela permitiu-se aproveitar o momento. Havia tempos que não sabia o que era gostar de alguém. O fogo dentro de si queimava, crepitava, ardia. Ele roubava sua atenção completamente, e quando suas mãos finalmente se tocaram ela soube que dessa vez seria diferente. Faíscas. Um show de fogos de artifício. Um sorriso, um olhar, e ele compartilhou que lá no fundo seu próprio fogo também começava a queimar, crepitar, a arder. E por enquanto, era tudo que realmente importava.

sábado, março 30, 2013

cicatriz

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É engraçado pensar em tudo que aconteceu naquele fatídico primeiro encontro. Até hoje ainda não sei explicar exatamente como a gente foi parar naquela praia deserta que todo mundo tem dificuldade de encontrar.

Lembro-me de como a gente ria e dividia uma garrafa de bebida enquanto tropeçava por uma trilha no meio do mato. Eu de vestido e salto relativamente alto e você de calça jeans e camiseta e um tênis que parecia confortável demais agora que as solas dos meus pés estavam ardendo.

- Nunca mais usarei salto de novo, pelo resto dos dias que passarei nesse planeta. - murmurei. Parecia que a bebida fazia com que as palavras ficassem difíceis demais de pronunciar.

- Sabe que isso não é verdade, né, Scar? - você riu, olhando pra mim com as sobrancelhas arqueadas. Eu revirei os olhos, sem nem tentar discutir porque é claro que não era verdade. Você tinha razão. Você sempre tinha razão e eu sempre tive dificuldade em entender como isso era possível. Sério.  Todo mundo diz que a mulher é quem está certa no relacionamento e que essa é uma verdade inalterável, mas não era isso que acontecia com a gente. Talvez porque não fôssemos normais. Talvez porque nós estávamos bem à frente desses estereótipos bobos que a sociedade nos impõe.

E eu já mencionei o quanto amava você me chamar de Scar? O fato de isso significar "cicatriz" me fazia sentir vulnerável e poderia ser algo ruim mas não era porque eu sabia que você estava ali pra me proteger. Você nunca me machucaria, nunca me causaria um ferimento que pudesse virar cicatriz.

Mesmo antes de te conhecer de verdade, mesmo antes do primeiro e do segundo e de todos os outros encontros acontecerem, eu já sentia que você me protegeria. Foi por isso que, dois dias após a festa do Lucas, eu finalmente criei coragem pra catar o papelzinho em que você havia escrito seu número e te mandar uma mensagem, e quando você me convidou pra sair, não pensei duas vezes antes de aceitar.

Você me levou pra jantar num restaurante chique e caro e depois de comermos e bebermos demais a gente ainda passou no mercado da esquina do restaurante e comprou uma garrafa de vodca. E aí a gente andou, andamos pra caramba conversando sobre tudo e sobre nada e foi quando você me chamou de "Scar" pela primeira vez.

Foi estranho porque era um apelido tão óbvio para meu nome - Scarlett - e ainda assim ninguém havia me chamado daquele jeito antes.

- Deve ser porque pensam que você vai ficar ofendida. - você concluiu, dando de ombros.

- Por que você pensou diferente? - indaguei, curiosa por ouvir você falar mais. Sua voz era ao mesmo tempo aveludada e rouca e eu não conseguia evitar te imaginar cantando alguma coisa.

Sorrindo, você respondeu algo que jamais esquecerei: - Tenho certeza de que você é muito mais forte do que imagina ou deixa transparecer.

Talvez eu seja. Não posso dizer com certeza. Quer dizer, passei por muitas situações em que fui obrigada a ser forte e sucedi, é claro que sim. Mas na lista de desafios a serem enfrentados, eu nunca imaginei que nosso fim seria um dos itens.

sexta-feira, março 22, 2013

metamorfose

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Eu sou de amor, eu sou menina de amores rápidos, de vislumbres encantadores do que poderia ser um final feliz mas que não passou da sétima página. Eu sou movimento, não gosto do que é muito devagar e não tenho paciência com quem trata os momentos como se eles nunca fossem passar. Apoio a constante renovação, se você for bom pra mim eu te mantenho por perto mas se não me for mais útil então adeus porque a vida continua. Gosto de quem me faz rir como uma boba agora e daqui a pouco me faz pensar na vida como a bela jornada que é. Tem que ser diferente, tem que ser igual, tem que ser tudo o que eu quero agora e o que nem imaginava querer. Sou louca por quem consegue me cativar, mas me entedio facilmente e acabo me tornando um desafio pra quem não entende. Então vem, vem e me mostra aquele final feliz e seja bom pra mim, me faça rir e pensar em filosofia, me cative, mas cuidado: amanhã eu posso estar começando a escrever um novo capítulo. Um capítulo em que você não é sequer um coadjuvante.
 

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